O crescimento da procura foi de 119% nos primeiros quatro meses do ano, comparando com o mesmo período de 2021, segundo um comunicado do Ministério do Ambiente e da Ação Climática, que tutela o Metropolitano de Lisboa, o Metro do Porto e a Soflusa/Transtejo, que faz travessias de barco entre Lisboa e a margem Sul do Tejo.

“Das três empresas, o Metropolitano de Lisboa foi aquela em que se assistiu a uma maior recuperação (131%, face ao quadrimestre homólogo de 2021)”, lê-se na mesma nota.

Segundo o Ministério do Ambiente, a procura “ainda está aquém da verificada no período homólogo de 2019, quando a operação das empresas ainda não fora afetada pela pandemia” e o número de passageiros até abril “representa 72% da procura registada no primeiro trimestre de 2019” nestas empresas.

O Ministério do Ambiente sublinha, no mesmo texto, as verbas que o Governo tem destinado ao incentivo de utilização dos transportes públicos urbanos, desde 2019, com o programa de redução de tarifas (PART, que criou passes únicos nas áreas metroplitanas para todas os operadores com um valor máximo de 40 euros por mês) e o programa para aumentar a oferta (PROTransP), além de “dotações extra para manter a oferta durante o período de pandemia”.

“Este ano, na proposta de Lei do Orçamento do Estado, estão inscritos 138,6 milhões de euros para o PART, tal como em 2021, aos quais podem acrescer mais 100 milhões de euros para assegurar os níveis de oferta nos sistemas de transportes públicos abrangidos pelo PART, tendo em conta um cenário mais adverso dos efeitos da crise pandémica no sistema de mobilidade”, lê-se no comunicado, que acrescenta que “também o PROTransP será reforçado para 15,5 milhões de euros”.

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