O aumento de casos de covid-19 na Alemanha tem sido em parte associado à sua taxa de vacinação de 68%, que é relativamente baixa em comparação com outros países, como Portugal, França, Itália e Espanha.

De acordo com o Guardian, Sauer, que é químico quântico e que esteve em Itália numa visita académica, lamentou, ao  jornal italiano La Repubblica, que “um terço da população não siga as descobertas científicas". "Em parte, isto deve-se a uma certa preguiça e complacência dos alemães", acrescentou.

Sauer referiu ainda que "o outro grupo são pessoas que seguem uma convicção pessoal, uma espécie de reação ideológica ao que consideram uma ditadura de vacinação".

Os comentários de Sauer surgem depois de Merkel ter alertado que a Alemanha não estava a fazer o suficiente para conter o "aumento dramático"  dos casos.

O ritmo lento do processo de vacinação no país e a rápida ocupação das camas de cuidados intensivos têm gerado um intenso debate sobre se a Alemanha deveria seguir o exemplo da Áustria e tornar a vacinação obrigatória.

Apesar de Merkel sempre ter excluído esta possibilidade, a situação tem vindo a agravar-se e vários políticos, incluindo o primeiro-ministro do estado da Baviera, Markus Söder, têm vindo a pedir avacinação obrigatória.

A Alemanha anunciou, na semana passada, novas restrições, exigindo inclusive que as pessoas provem que estão vacinadas, recuperadas ou que apresentem um teste negativo recente para poderem viajar em transportes públicos ou ir para o local de trabalho.

Outros estados foram ainda mais longe, cancelando grandes eventos como os mercados de Natal e impedindo os não vacinados de bares, ginásios e outros locais de lazer.

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