Nas imediações do edifício é notória a movimentação de polícias motorizados.

Dezenas de jornalistas, a maioria internacionais, aguardam na rua informações sobre a sessão, que é acompanhada no exterior por populares que se afirmam apoiantes do regime e contra a ingerência externa.

Os populares presentes no local protestam contra o que consideram ser a ingerência externa no país e gritam “Como diz o comandante Maduro, aqui quem manda são os venezuelanos!”.

À medida que o tempo passa o número de populares aumenta, bem como o número de efetivos da polícia.

A Assembleia Nacional tem na agenda o debate e votação da disposição que aprova o regresso da Venezuela ao Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR).

O TIAR, também conhecido como Tratado de Rio, consiste num pacto interamericano de defesa mútua, assinado a 02 de setembro de 1947, no Rio de Janeiro.

Este tratado prevê “o uso da força” como “cooperação militar”, quando um país sofre alguma agressão ou atravessa situações que possam colocar em perigo a segurança e a paz do continente.

A Venezuela fez parte do TIAR até 2012.

Além da Guarda Nacional Bolivariana (polícia militar), os acessos ao Parlamento estão “tomados” por grupos paramilitares, armados, afetos ao regime, conhecidos como “coletivos”, que apenas permitem a passagem dos deputados para o edifício do Palácio Federal Legislativo (parlamento).

Os parlamentares preveem ainda votar uma resolução contra o levantamento da imunidade dos deputados que se colocaram ao lado do presidente do parlamento, Juan Guaidó, no sentido da população sair à rua e forçar uma mudança de regime.

Na madrugada do passado dia 30 de abril, Juan Guaidó, desencadeou um ato de força contra o regime de Nicolás Maduro em que envolveu militares e para o qual apelou à adesão popular.

O regime ripostou considerando que estava em curso uma tentativa de golpe de Estado.

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