Kurt Westergaard morreu quando dormia depois de doença prolongada, disse a família ao jornal Berlingske.

O ilustrador foi o responsável pelo mais célebre de 12 desenhos publicados em 30 de setembro de 2005 pelo diário conservador dinamarquês Jyllands-Posten com o título “O rosto de Maomé”.

O desenho mostrava o profeta com um turbante em forma de bomba.

As caricaturas passaram despercebidas no início, mas 15 dias depois realizou-se a propósito uma manifestação em Copenhaga, seguida de protestos de vários embaixadores de países muçulmanos na Dinamarca.

A situação degenerou depois em violência contra a Dinamarca no mundo muçulmano em fevereiro de 2006, uma situação vista pelo país como a crise política externa mais grave depois da Segunda Guerra Mundial.

A violência ligada às caricaturas culminou em 2015 com um atentado que fez 12 mortos no semanário satírico “Charlie Hebdo” em Paris, que tinha usado as caricaturas três anos antes.

Kurt Westergaard tinha trabalhado no Jyllands-Posten desde meados dos anos 1980 como ilustrador e segundo o jornal Berlingske o desenho em questão já tinha sido publicado uma vez sem suscitar muita controvérsia.

Nos últimos anos de vida, Kurt Westergaard, como outras pessoas associadas às caricaturas, teve de viver sob proteção policial e num endereço secreto.

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