"Não procuramos ajudas nem subsídios, apenas pretendemos que o Governo faça cumprir as leis, que não são cumpridas devido aos fortes lóbis do setor", disse à agência Lusa Domingos Pereira, vice-presidente da Assembleia Geral.

Se a lei fosse cumprida, acrescentou, as empresas "faturavam o suficiente para pagar aos motoristas e a questão da greve nem estaria a ser discutida".

A associação oficializada a 14 de junho mostra-se disponível para colaborar na realização de um estudo de mercado para criar uma tabela de faturação com preços mínimos nos transportes.

Segundo Domingos Pereira, "tudo é tabelado no país, desde os táxis ao comboio e transporte de passageiros", e questionou "por que razão não se consegue tabelar nos transportes de mercadorias para não haver concorrência desleal".

Mostrando-se solidário com a luta dos motoristas, que mantêm agendada uma greve nacional para dia 12 de agosto, o representante da UPT defende um Contrato Coletivo de Trabalho que garanta "condições de trabalho adaptado aos motoristas e às empresas, de modo a que todos possam trabalhar condignamente".

"Nós queremos cumprir as nossas obrigações, mas o Governo tem de cumprir. E, se cumprir, as empresas vão faturar o suficiente para lhes pagar", frisou o dirigente, salientando que os motoristas "não exigem nada mais do que têm direito, atendendo à carga horária e à deslocação para fora da área de residência".

A UTP queixa-se também de ainda não ter sido recebida pelo Governo, após várias diligências efetuadas nesse sentido, e mostra-se convencida de que se a legislação atual fosse cumprida "os motoristas provavelmente não avançariam com a greve".

O Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e o Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM) convocaram uma greve por tempo indeterminado, a partir de dia 12, que ameaça o abastecimento de combustíveis e de outras mercadorias.

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