Ao The Guardian, o diretor executivo do grupo, Alan Jope, confirmou a decisão justificando-a com uma eventual paralisação temporária nos portos, já que os gelados em causa são produzidos na Europa continental em países como a Itália ou Alemanha.

“São semanas de stock. Não meses ou dias", esclareceu.

O comportamento não é unilateral. Jope deu como exemplo as marcas de desodorizantes Sure, Lynx e Dove, fabricadas em Leeds, cujos inventários têm vindo a ser reforçados do outro lado do Canal da Mancha.

A Unilever UK possui mais de 400 marcas, como a Persil, Cif ou Cornetto. Algumas delas são vendidas no mercado português, ainda que distribuídas por outros grupos — Persil (Henkel) e Cornetto (Olá), por exemplo.

Além de produtos, a Unilever tem vido acumular no Reino Unido stocks de materiais utilizados no seu fabrico e embalagem, como alumínio e plástico.

O executivo da gigante de consumo garantiu que o grupo está a preparar-se para "uma infinidade de cenários", dos quais um hard-Brexit será o mais difícil de gerir.

Escreve o Guardian que os grandes grupos retalhistas como a Tesco e a Marks & Spencer também estão a reforçar os seus inventários de produtos enlatados e de longo prazo de validade. O mesmo está a acontecer com as farmacêuticas a conselho do governo do governo britânico.

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