"A descoberta de uma espécie geneticamente tão distinta numa expedição de dois dias demonstra perfeitamente como é importante avaliar a biodiversidade deste tipo de lugares. A montanha Bibita tem provavelmente muitas mais espécies desconhecidas à espera de serem descobertas", afirmou o diretor do programa de biologia do polo da Universidade de Nova Iorque em Abu Dhabi, Stéphane Boissinot.

Os investigadores Sandra Goutte e Jacobo Reyes-Velasco, baseados em Abu Dhabi, viajaram para a Etiópia no verão de 2018 em busca do que resta da floresta primitiva daquele país africano.

Ali, descobriram a nova espécie com 17 milímetros, no caso dos machos, e 20 milímetros, nas fêmeas, que se destaca pelo corpo, pernas e dedos alongados e pela cor dourada, "tão diferente das espécies etíopes" que já conheciam, afirmou Goutte.

O estudo em que revelam a descoberta da 'Phrynobatrachus bibita' foi publicado hoje na revista científica ZooKeys.

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