Um balanço anterior apontava para 73 vítimas mortais.

Segundo as autoridades sírias, cerca de 150 pessoas, principalmente libaneses e refugiados sírios e palestinianos, estavam a bordo do pequeno barco que se afundou na quinta-feira ao largo da cidade portuária síria ocidental de Tartus, depois de ter partido da cidade libanesa de Tripoli há alguns dias com a intenção de chegar a Itália, Chipre ou outros países europeus.

“O número de pessoas que morreram no naufrágio aumentou para 86”, disse hoje Samer Kbrasli, diretor-geral dos portos sírios, à agência de notícias Sana, acrescentando que 20 migrantes tinham sido resgatados.

Dez crianças estavam entre os náufragos, disse hoje o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Foi o naufrágio com mais vítimas mortais dos últimos anos entre a Síria, devastada por mais de 11 anos de conflito, e o Líbano, que o Banco Mundial diz estar no meio de uma das piores crises económicas mundiais desde 1850.

Muitos dos passageiros libaneses no barco são provenientes de zonas pobres do norte do país, incluindo a cidade de Trípoli, que se tornou um centro de imigração ilegal no Mediterrâneo, especialmente para os refugiados sírios, mas também, cada vez mais, para os libaneses.

“A população libanesa vive em condições terríveis, mas a situação é particularmente grave para as pessoas mais pobres, incluindo os refugiados”, disse Adele Khodr, diretora regional da Unicef para o Médio Oriente e Norte de África, num comunicado hoje divulgado.

A União Europeia (UE) disse hoje que estava “profundamente entristecida” com o “trágico” afundamento do barco, disse o Serviço Europeu de Ação Externa num comunicado.

“Esta nova tragédia no mar é o pior afundamento recente de um barco envolvendo migrantes que partiram da região”, disse o porta-voz do corpo diplomático europeu.

A UE, acrescentou, continua empenhada em ajudar o Líbano, a Síria e a Palestina “a ultrapassar as crises que enfrentam enquanto prestam assistência aos refugiados na região e lutam contra o tráfico de migrantes”.

Na sexta-feira, o alto-comissário da ONU para os Refugiados, Filippo Grandi, lamentou “outra tragédia desoladora”, apelando à comunidade internacional para ajudar a “melhorar as condições daqueles que são forçados a fugir dos seus países, bem como as das comunidades que os acolhem”.

“Aqueles que entram nestes barcos improvisados (…) arriscam as suas vidas em busca de dignidade”, disse Philippe Lazzarini, comissário geral da agência das Nações Unidas responsável pela ajuda aos refugiados palestinianos (Unrwa). “Temos de fazer mais para (…) ajudar os libaneses e outras pessoas da região a ultrapassar o sentimento de desesperança”.

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