"Esta era uma exigência, de há anos, no setor. Estamos entusiasmados por ser os primeiros a trazer esta inovação para apoiar os artistas independentes", disse o presidente executivo da plataforma, Michael Weissman, citado no comunicado da SoundCloud.

Este novo sistema de remuneração sucede a um outro em que a remuneração era feita na proporção do total de ouvintes, a partir de um todo comum, criticado por alguns artistas.

Atualmente, o funcionamento das plataformas de ‘streaming’ de música, como Spotify ou Deezer, baseia-se no pagamento de 10 euros mensais, por cada assinante, sendo que grande parte deste valor migra para os artistas mais escutados pelos assinantes em geral.

Conhecido com a designação "centrado no mercado", este sistema tem sido criticado pelos artistas, preferindo o modelo teórico "centrado no utilizador", que se baseia na escuta individual dos subscritores.

Concretamente, o sistema inicial favorece as grandes estrelas, em detrimento dos nomes menos conhecidos.

Assim, a plataforma Soundcloud, a partir de 01 de abril, vai inaugurar, para os artistas que rentabilizarem as suas criações utilizando os serviços SoundCloud Premier, "Repost by SoundCloud" ou "Repost Select", um sistema que vincula a sua remuneração à audição dos seus fãs.

No total, são quase 100.000 artistas independentes inseridos nestas modalidades.

Um sistema mais "justo" e "equitativo" da plataforma e que deverá promover uma maior diversidade musical.

Um estudo do Centro Nacional de Música de França, publicado no final de janeiro, estimou que mudar o sistema de distribuição das plataformas musicais, do todo comum para a escuta por artista, teria pouco impacto na remuneração dos músicos atualmente marginalizados e teria o principal efeito de estabilizar o "meio do ‘ranking’". O estudo, conduzido pela empresa Deloitte, não incluiu a plataforma SoundCloud, mas apenas Spotify e Deezer.

Fundada em 2007, a SoundCloud tem mais de 250 milhões de músicas criadas por 30 milhões de artistas escutados em 190 países.

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