“Negar, minimizar ou relativizar esta rutura sem precedentes com a civilização não só é um insulto a milhões de vítimas, como procura conscientemente reabrir feridas e semear de novo o ódio”, afirmou Steinmeier durante um ato em memória dos homossexuais vítimas do nazismo.

A frase do presidente, que ainda pediu perdão ao coletivo homossexual pela perseguição sofrida durante o nazismo, segue-se ao efeito nas forças democráticas do país da frase de Gauland, pronunciada num congresso da juventude da Alternativa para a Alemanha (AfD).

Adolf “Hitler e os nazis são apenas excremento de pássaro”, afirmou o chefe do partido e do seu grupo em Bundestag (Parlamento), referindo-se aos “malditos doze anos” que durou o nazismo (entre 1933 e 1945) e que não devem apagar os “mais de mil anos da história de sucesso da Alemanha”.

A condenação desta declaração estendeu-se desde o bloco conservador da chanceler Angela Merkel e do Partido Social-Democrata (SPD) aos opositores partidos de Os Verdes, A Esquerda e o Partido Liberal (FDP).

“Cinquenta milhões de mortos, o holocausto e a guerra total são para a AfD de Gauland apenas um excremento de pássaro”, respondeu, através da sua conta no Twitter Annegret Kramp-Karrenbauer, a secretária-geral da União Cristã-Democrata (CDU) de Merkel e possível sucessora da chanceler à frente desse partido.

“Tipos como este não deveriam estar no Parlamento”, disse por seu lado, e a partir da mesma rede social, o presidente do SPD, Ralf Stegner, entre semelhantes protestos de outras formações partidárias.

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