“A Arábia Saudita e a França querem estar em linha” uma com a outra, para que seja possível um “regresso a uma boa relação” depois de os dois países terem passado uma séria crise diplomática, explicou o chefe de Estado francês aos jornalistas, antes de deixar a capital da Arábia Saudita.

“Também queremos que o Governo [libanês] possa trabalhar normalmente e reunir-se o mais rapidamente possível para realizar as reformas necessárias”, acrescentou Macron, acrescentando que irá telefonar, no domingo, ao Presidente libanês, Michel Aoun.

A crise económica no Líbano tem-se agravado nas últimas semanas devido a uma disputa diplomática aberta com vários Estados do Golfo Pérsico.

Riade mandou regressar o seu embaixador em Beirute no final de outubro e expulsou o embaixador libanês depois de o ministro de Informação, George Kordahi, ter criticado a intervenção militar no Iémen, realizada por uma coligação de países liderada pelo reino saudita, e defendido que os rebeldes houthis apoiados pelo Irão tinham direito à sua defesa.

Riade também proibiu importações com origem no Líbano e três outros países do Golfo — o Bahrein, os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait — impuseram medidas retaliatórias a Beirute.

Kordahi anunciou a sua renúncia ao cargo na sexta-feira, dia em que o Presidente francês iniciou a sua visita a países do Golfo Pérsico.

Paris e Riade “vão trabalhar juntas, apoiando reformas, para que o país saia da crise e preserve a sua soberania”, garantiu Mácron, numa declaração divulgada na rede social Twitter.

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