Na Arábia Saudita, o rei é chefe de Estado e presidente do Conselho de Ministros, mas o monarca emitiu esta terça-feira vários decretos reais, onde anuncia a alteração, restruturando também o Conselho de Ministros, que a partir de agora será liderado pelo príncipe herdeiro.

Mohammed bin Salman, líder de facto do reino, tinha sido anteriormente vice-primeiro-ministro, bem como ministro da Defesa.

Em outro dos decretos, o rei Salman também anunciou a nomeação de outro dos seus filhos, Khalid bin Salman, como ministro da Defesa, depois deste ter ocupado anteriormente o cargo de vice-ministro daquela pasta, noticiou o jornal ‘Saudi Gazette’.

Os ministérios do Interior, Negócios Estrangeiros e Energia não foram afetados pela remodelação do governo, segundo o decreto real.

O príncipe Mohammed, que completou 37 anos em agosto, está na linha de frente para suceder ao seu pai como chefe da maior economia do mundo árabe.

Conhecido como MBS, o príncipe herdeiro deverá ser por larga margem o mais jovem da dinastia saudita a ascender ao trono, após a morte do seu pai.

Desde a sua nomeação como príncipe herdeiro, em 2017, MBS tem liderado de facto esta potência petrolífera.

Nos últimos anos, surgiram rumores crescentes sobre a saúde do rei, de 86 anos, que foi hospitalizado duas vezes este ano, mais recentemente em maio, segundo informações avançadas pelos ‘media’.

Mohammed bin Salman abalou a Arábia Saudita com reformas gerais enquanto reprimia brutalmente a oposição, mas continua a ser um interlocutor essencial internacionalmente.

Antes da invasão russa da Ucrânia, em fevereiro, o reino saudita, e o príncipe herdeiro em particular, procurou superar o isolamento diplomático imposto pela maioria dos países ocidentais após o assassinato em 2018 do jornalista saudita Jamal Khashoggi no consulado do seu país em Istambul.

O Presidente dos EUA, Joe Biden, chegou a desclassificar um relatório que concluía que MBS tinha “validado” o assassinato de Jamal Khashoggi, um crítico do poder, alegação que as autoridades sauditas sempre negaram.

Mas desde a invasão russa e a subida dos preços da energia, Biden, o ex-primeiro-ministro britânico Boris Johnson e outros líderes ocidentais visitaram o reino, um dos primeiros exportadores de petróleo do mundo, para tentar convencer Riade a extrair mais petróleo.

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