“Desta forma, o pagamento passa a ser feito voluntariamente pelo militante ou, no limite, por quem ele permitir”, explicou fonte da direção do PSD à Lusa, precisando que esta alteração só tem efeito prático a partir de hoje, não se aplicando aos avisos de pagamento de quotas dos meses anteriores.

Até agora, a referência para pagamento de quotas correspondia ao número de militante, antecedido de zeros, o que, segundo a mesma fonte, “permitia que qualquer pessoa pudesse pagar as quotas de outros, com ou sem a sua autorização”, e “desvirtuava as regras democráticas de qualquer ato eleitoral” interno.

“A partir de hoje, dia 01 de março, no PSD, já não será possível pagar quotas de militantes por ‘atacado’ ou de forma massiva, uma prática que se arrastava há muito anos e que era utilizada ilicitamente para tentar comprar votos e manipular resultados eleitorais internos”, salienta a mesma fonte.

Cada militante passará a receber uma notificação, por via postal ou correio eletrónico, com uma referência de multibanco aleatória, com uma validade de 90 dias. Caso não efetue o pagamento da quota nesse período, terá de solicitar uma nova referência.

“Esta medida corresponde a um compromisso do atual presidente do partido, Rui Rio, assumido ainda durante a campanha eleitoral interna, tendo em vista uma maior transparência, a reorganização administrativa e, sobretudo, a recuperação da credibilidade dos partidos políticos junto dos cidadãos”, recorda a direção, salientando que em janeiro de 2019 ficou concluída a alteração dos vários regulamentos internos do PSD.

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