Em comunicado, a associação ambientalista WWF afirmou na terça-feira ter ficado satisfeita com o facto de a poluição poder ser contida com barragens flutuantes criadas pelas autoridades, antes de chegar a um grande lago ao norte da cidade ártica de Norilsk (Sibéria oriental).

Imagens de satélite publicadas por esta organização não-governamental (ONG) mostram grandes áreas vermelhas, causadas pelo combustível, cobrindo um rio local, o Ambarnaia.

Nas redes sociais, vários moradores publicaram vídeos mostrando partes do fluxo poluído.

A poluição foi causada pelo vazamento, tornado público na sexta-feira, de um tanque de combustível de uma fábrica termoelétrica localizada a poucos quilómetros a oeste de Norilsk.

“Um tanque de diesel foi danificado e vazou devido à queda repentina dos pilares, que permaneceram por 30 anos sem nenhuma dificuldade”, disse o gigante mineiro Nornickel, proprietário da empresa que opera a planta.

A cidade industrial de Norilsk é totalmente construída num tipo de solo ameaçado pelo degelo causado pelas mudanças climáticas.

No entanto, as autoridades e os ambientalistas ainda não estabeleceram as razões exatas do acidente ou uma ligação com as alterações climáticas.

Os promotores da região de Krasnoyarsk disseram que foi declarada uma “emergência” natural a nível local. Também foi aberta uma investigação para apurar uma eventual “contaminação do solo”.

Segundo a Comissão de Investigação da Rússia, a poluição representa “aproximadamente 20 mil toneladas de hidrocarbonetos derramadas em quase 350 metros quadrados”.

Numa reunião na terça-feira, Sergei Lipin, diretor da empresa NTEK, que opera a fábrica, disse que 500 metros cúbicos de derivados de petróleo foram removidos por uma equipa de quase 90 trabalhadores, ainda a trabalhar.

A unidade local da agência de saúde russa Rospotrebnadzor disse que não tinha detetado poluição das águas subterrâneas, de acordo com um comunicado publicado no ‘site’ da região de Krasnoyarsk.

No entanto, o WWF pede a monitorização da qualidade da água a jusante, para impedir que produtos tóxicos se espalhem para as reservas naturais.

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