Entre os 273 expositores de galerias de mais de duas dezenas de países presentes no certame estarão as dos galeristas portuguesas Jorge Welsh, Diogo Aguiar-Branco, Mário Roque e do luso-francês Philippe Mendes, segundo o ‘site’ da TEFAF.

Arte antiga, moderna e contemporânea, desde pintura, escultura, desenhos e iluminuras, fotografia, e ainda manuscritos, livros, joalharia e objetos de ´design´ de todo o mundo são anualmente apresentados na feira de arte e antiguidades de Maastricht.

A Galeria São Roque, com sede em Lisboa, levará peças de arte continental portuguesa, nomeadamente pintura, mobiliário e cerâmica do século XVI a XVIII.

Também estará presente a Galerie Mendes, fundada em Paris, em 2007, pelo galerista luso-francês Phillippe Mendes – que em 2015 doou uma tela da pintora portuguesa Josefa de Óbidos ao Museu do Louvre – e que possui igualmente um espaço expositivo em Lisboa.

Mendes apresentará na TEFAF sobretudo pintura portuguesa, francesa, italiana e espanhola dos séculos XVI a XIX.

Por seu turno, a Jorge Welsh Works of Art, fundada por Jorge Welsh e Luísa Vinhais, cuja especialidade é a porcelana chinesa - com ênfase na porcelana de exportação – levará obras de arte transculturais de África, Índia, China e Japão, desde o século XV até ao século XIX.

A PAB/Aguiar Branco, com galerias em Paris e no Porto, que se tem centrado nas obras de arte ligadas à expansão marítima portuguesa e de encontros com outras culturas, levará objetos de arte armários e joias dos séculos XV a XVIII, em madrepérola, tartaruga, coral, marfim, cristal de rocha, laca e porcelana.

A TEFAF Maastricht 2025 contará ainda com 10 galerias nas secções “Focus” e “Showcase”, duas grandes exposições de museus e vários expositores de empresas.

Conhecida como uma das maiores do mundo no setor, a Feira de Arte e Antiguidades de Maastricht é organizada pela TEFAF desde 1988 e recebe anualmente mais de 80 mil visitantes, desde curadores, diretores e conservadores de museus, peritos de leiloeiras, antiquários e colecionadores de todo o mundo.

A edição de 2022 ficou marcada por um roubo de joias em pleno dia, durante o certame aberto ao público, que ficou avaliado em 27 milhões de euros, valor avançado pelo canal neerlandês NRC, mas que nem a organização nem a polícia chegaram a confirmar.

Na altura, as autoridades interrogaram dois suspeitos que acabaram por libertar, tendo circulado na Internet um vídeo feito por um visitante, a mostrar um homem a partir vitrinas com uma marreta, enquanto soava um alarme e alguns visitantes fugiam do local.

Em 2017, a TEFAF concedeu cerca de 25.000 euros ao Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, para apoiar os trabalhos de restauro dos azulejos dos séculos XVII a XVIII da Capela das Albertas, iniciados na altura.