Linda Thomas-Greenfield, representante permanente dos Estados Unidos da América (EUA) junto à ONU, viajará entre 25 e 29 de janeiro para estes três países da África subsaariana, numa visita que dá seguimento à cimeira EUA-África, que em dezembro reuniu em Washington cerca de 50 líderes africanos e onde o Governo de Joe Biden reforçou o seu compromisso de expandir e modernizar as parcerias com o continente africano.

Num ‘briefing’ à imprensa, um alto funcionário da administração norte-americana apresentou os objetivos principais da viagem, começando pelo fortalecimento das parcerias com atuais e ex-membros do Conselho de Segurança da ONU, incluindo Moçambique, que acaba de iniciar o seu primeiro mandato como membro não-permanente do Conselho.

“Este ano, é claro, o Conselho de Segurança continuará a trabalhar para cumprir o seu mandato de abordar questões críticas relacionadas à paz e segurança internacional em todo o mundo, inclusive no continente africano, e a parceria com os membros eleitos do Conselho será vital para o nosso próprio sucesso diplomático”, disse o alto funcionário.

“É fundamental para a nossa estratégia abordar questões no Conselho de Segurança, e estamos a investir nesses relacionamentos e a procurar formas de parceria no próximo ano e além. Então, esse é o primeiro objetivo”, frisou.

Ainda dentro da ONU, esta viagem será uma oportunidade para os EUA continuarem as suas consultas sobre a reforma da Organização, “para garantir que se adeque ao seu propósito e reflita o mundo como é hoje, não como era há quase oito décadas, quando essas instituições foram construídas”, observou o alto funcionário.

Em setembro último, o Presidente norte-americano, Joe Biden, já havia anunciado o seu compromisso de apoiar uma reforma do Conselho de Segurança, para que este órgão possa ter um maior número de assentos permanentes e não permanentes, inclusive para África, que “há muito tempo é sub-representada”.

A reforma deste órgão tem vindo a ser pedida há vários anos, nomeadamente por países como a Índia, a África do Sul e o Brasil, que têm mostrado vontade de pertencer ao grupo de membros permanentes.

O poder de veto tem sido uma das questões mais polémicas e alvo de vários pedidos de modificação. Esse tem sido, aliás, o mecanismo usado pela Rússia para impedir que o Conselho de Segurança atue contra si face à guerra na Ucrânia.

Em geral, quase todos os países da ONU consideram necessário reformar o Conselho de Segurança, mas não há acordo sobre como fazê-lo, com diferentes propostas na mesa há anos.

Num outro plano, Linda Thomas-Greenfield irá concentrar parte dos seus esforços em abordar questões de segurança regional, fortalecimento da segurança alimentar e no apoio à resiliência e recuperação africana face aos efeitos das mudanças climáticas.

Na sua passagem por Moçambique, a diplomata irá reunir-se com funcionários da ONU, ex-alunos de programas de intercâmbio dos EUA, estudantes e membros da sociedade civil, incluindo aqueles envolvidos em medidas de adaptação às mudanças climáticas no país.

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