O presidente do Vlaams Belang (VB, extrema-direita), Tom Van Grieken, foi recebido pelo rei no âmbito das audiências para a formação do governo federal, após as legislativas e regionais de domingo, nas quais o VB foi o segundo partido mais votado na Flandres, a região belga de língua neerlandesa.

“É normal do mundo que um Chefe de Estado convide o vencedor das eleições”, disse Van Grieken aos jornalistas, à chegada ao palácio, tendo o encontro durado uma meia hora.

O VB foi o segundo partido mais votado na Flandres (região norte da Bélgica), tendo conquistado 18,5% dos votos e 18 lugares na Câmara dos Representantes, sendo que, em 2003, a extrema-direita conseguiu o mesmo número de deputados federais, com 11,6% dos votos, e não foi chamado ao palácio por Alberto II.

Esta é a primeira vez que o partido de extrema-direita é chamado a pronunciar-se sobre a formação do governo federal e, defendendo o princípio da neutralidade, o rei irá receber também o líder do PTB (extrema-esquerda), Peter Martens.

Desde 1934, ano em Leon Degrelle — conservador que se tornou simpatizante nazi — visitou o rei Leopoldo II que um líder da extrema-direita não era recebido no palácio real.

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