Eric Eoin Marques, de 36 anos, foi condenado a 27 anos de prisão no estado de Maryland, nos EUA, depois de ser detido na Irlanda em 2013, noticia o The Guardian.

O homem criou e manteve servidores na dark web que permitia aos utilizadores aceder anonimamente a milhões de imagens e vídeos ilegais que figuravam a violação e tortura de bebés e crianças. Foi a maior captura de material desta natureza até à data, acreditam os investigadores responsáveis pelo caso.

Antes da sentença ser proferida, Marques pediu desculpa às vítimas e pediu misericórdia ao tribunal federal onde foi julgado pelo juiz Theodore Chuang. "Eu destruí a minha reputação e a da minha família. Por favor dêem-me uma segunda hipótese", pediu.

O tribunal aceitou contar os oito anos de prisão que Marques já tinha cumprido desde 2013 na Irlanda e nos EUA — para onde foi extraditado em 2019 — e, além da pena de prisão de 27 anos, obrigou o réu a pagar 87 mil euros de compensação às vítimas dos abusos cujas imagens e vídeos ajudou a partilhar.

"Este crime foi verdadeiramente detestável", disse Chuang, acusando Marques de agir da mesma forma que um barão da droga. O homem admitiu os seus crimes em 2020, de criar um sistema de alojamento de imagens na dark web — uma secção da internet encriptada, sujeita a pouca regulação e acessível apenas através de ferramentas que possibilitam anonimato — entre 2008 e 2013 chamado "Freedom Hosting".

Nesse sistema foram encontrados os 8,5 milhões de imagens e vídeos de pornografia infantil e abuso de crianças. "Não há ninguém nesta sala que não tenha sido repulsa pelo que aconteceu neste caso", disse o advogado de defesa público Brendan Hurson, garantindo que Marques "não vai voltar a fazer isto e tem remorsos do que fez".

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