“Estamos preocupados, porque sentimos que as necessidades humanitárias em Cabo Delgado não estão a receber atenção suficiente”, afirmou Inger Ashing.

Ashing falava à margem de uma visita ao centro de reassentamento de deslocados de Ntocota, no distrito de Metuge, na província de Cabo Delgado.

A diretora -executiva da Save the Children alertou para o risco de abandono das vítimas de violência armada naquela província do norte de Moçambique num contexto em que o mundo é confrontado com várias crises humanitárias.

“A minha presença aqui também serve para uma chamada de atenção para as carências que as crianças e as comunidades de Cabo Delgado enfrentam”, enfatizou Inger Ashing.

A dirigente da ONG alertou para o risco de fome entre as populações deslocadas, devido à insuficiente ajuda humanitária.

Em relação às crianças, mostrou preocupação com a falta de acesso à educação, saúde e outros serviços básicos, apesar do “esforço impressionante” empreendido por vários setores para a satisfação de necessidades básicas das vítimas de violência em Cabo Delgado.

A diretora-executiva da Save the Children notou que a ONG apoia 300 mil pessoas em Cabo Delgado, incluindo deslocados de guerra e famílias acolhedoras das vítimas de violência armada na província.

A província de Cabo Delgado é rica em gás natural, mas aterrorizada desde 2017 por rebeldes armados, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

Há 784 mil deslocados internos devido ao conflito, de acordo com a Organização Internacional das Migrações (OIM), e cerca de 4.000 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED.

Desde julho de 2021, uma ofensiva das tropas governamentais, com o apoio do Ruanda e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), permitiu recuperar zonas onde havia presença de rebeldes.

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