Das vítimas mortais confirmadas pelo Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), 272 são crianças, e há também 433 crianças entre os feridos, de acordo com as estatísticas diariamente atualizadas desde o início da ofensiva russa, a 24 de fevereiro.

O organismo internacional, dirigido pela Alta-Comissária Michelle Bachelet, reconhece, no entanto, que os números que apresenta não refletem o verdadeiro impacto da guerra – que entrou hoje no 104.º dia - na vida e integridade física dos civis, por ser muito difícil recolher informação em zonas cercadas ou onde os combates são intensos, como no leste do país.

Esta situação envolve, em particular, as cidades de Mariupol (região de Donetsk), Izium (região de Kharkiv) e Popasna (região de Lugansk), onde existem relatos de numerosas vítimas civis.

Além disso, o ACNUDH só reporta os casos que pôde confirmar, mas tem muitos mais casos cuja verificação está em curso.

Segundo as informações recolhidas, a maioria das vítimas civis morreu ou sofreu ferimentos devido ao uso de explosivos, incluindo projéteis lançados por artilharia pesada, sistemas de lançamento múltiplo de ‘rockets’, mísseis e bombardeamentos aéreos.

O direito internacional considera que os ataques perpetrados contra civis e infraestruturas não-militares num conflito constituem crimes de guerra.

A ofensiva militar lançada na madrugada de 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 15 milhões de pessoas de suas casas – mais de oito milhões de deslocados internos e mais de 6,9 milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Também segundo as Nações Unidas, cerca de 15 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca ao desporto.

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