Numa reunião no Conselho de Segurança na ONU convocada pela França e pelo México para debater os desenvolvimentos da guerra, o Fundo de Emergência Internacional das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) alertou ainda que o número de crianças mortas deverá ser superior.

“A cada dia que passa, mais crianças ucranianas são expostas aos horrores desta guerra. (…) Encontramo-nos aqui novamente depois de outro terrível ataque, desta vez numa escola em Lugansk – mais um exemplo gritante de desrespeito pela vida de civis”, disse o vice-diretor executivo da UNICEF, Omar Abdi.

“É também um forte lembrete de que na Ucrânia hoje, a educação também está sob ataque. Em fevereiro, o ano letivo parou quando a guerra eclodiu. Na semana passada, pelo menos 15 de 89 – uma em seis – escolas apoiadas pela UNICEF no leste da Ucrânia foram danificadas ou destruídas”, relatou Abdi.

De acordo com o vice-diretor executivo da UNICEF, desde o início da guerra, centenas de escolas em todo o país foram atingidas por forte artilharia, ataques aéreos e outras armas explosivas em áreas povoadas, enquanto outras escolas estão a ser usadas para outros fins, como abrigos, centros de abastecimento ou para fins militares, o que causará impacto, a longo prazo, no regresso das crianças à educação.

“Esses ataques devem parar. Todas as partes devem honrar a sua obrigação legal e moral de proteger civis e infraestruturas civis, para respeitar o direito internacional humanitário e os direitos humanos, assim como garantir que os direitos das crianças são respeitados”, apelou.

Perante o Conselho de Segurança da ONU, Omar Abdi lembrou ainda que a guerra na Ucrânia não atinge apenas crianças deste país, mas também nos países mais pobres do mundo, que pagam agora “um preço mortal” por esta guerra longe das suas portas.

“A guerra na Ucrânia também teve um impacto devastador nas crianças mais vulneráveis a nível global, à medida que os preços mundiais dos alimentos e dos combustíveis atingem máximos históricos. Crianças já afetadas por conflitos e crises climáticas em todo o mundo — do Afeganistão ao Iémen e ao Corno de África — estão agora a pagar um preço mortal por outra guerra longe das suas portas”, sublinhou.

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