Поедем в Россию и посмотрим футбол.

Em tradução (muito) livre e  confiando no Google Translate: 'Bora lá à Rússia ver a bola! (ou escrever em inglês Let's go to Russia and watch football e copiar literalmente a tradução).

De carro, a partir de Lisboa, seriam (mais coisa, menos coisa) 4.500 km até Moscovo. De avião, também a partir de Lisboa, até à capital russa, são um pouco mais de cinco horas. Este foi o percurso que a maioria das pessoas teve que fazer para se deslocar à maior competição desportiva do ano. No entanto, do SAPO24 ao campeonato do Mundo, será apenas de um clique.

Histórias de futebol em viagem pela Rússia é um especial lhe vai trazer um relato a partir das cidades onde Portugal disputará os seus jogos, desde a bola que rola no campo, ao que os jornalistas estão a ver, sentir e a viver entre 14 de junho e 15 de julho. Aqui, no Diário da Rússia, o cunho é pessoal, vívido, um olhar que só quem está no terreno pode ter. Pelo caminho, esperamos completar a nossa Caderneta de Cromos, onde reis da técnica dão lugar aos campeões da paixão, aqueles que viajaram de avião, carro ou bicicleta, que enchem as bancadas e que fazem do futebol a festa que nunca devia deixar de ser.

Acreditamos que para lhe trazer o melhor deste relato vivido há que contrair três bases sólidas: entusiasmo genuíno, veracidade e honestidade. Assim, fica o aviso à navegação, o que pode esperar são relatos de duas "crianças" em viagem — já que é difícil antecipar quem sente maior entusiasmo e consegue ser inequivocamente mais estridente, se uma criança de três anos à entrada da Disneyland e a olhar para o Mickey, ou se dois adultos aficionados por bola na Rússia para ver um Mundial de Futebol (que é, no fundo, a nossa Disneyland). Declaração de intenções feita, portanto, há algumas certezas sobre aquilo que nos espera: segurança apertada e umas quantas regras também.

A título de exemplo, não será tão fácil aos adeptos fazer festa noite dentro já que a partir das 23h00 adivinha-se difícil encontrar quem venda bebidas alcoólicas (em zonas comerciais e de acordo com as regras, pelo menos). Ainda assim, pelo que fomos sabendo, dificilmente se deixará de convocar a festa do futebol — ou não estivessem presentes as palmas e os cânticos dos adeptos islandeses, assim como dos adeptos ingleses e outras 29 nacionalidades a representar as seleções presentes. Afinal, segundo a própria FIFA, foram vendidos perto de um milhão de bilhetes. Por isso, é expectável que as ruas das cidades russas sejam invadidas por emissários de muitas bandeiras, várias línguas e diferentes costumes. Vai ser uma competição sem a famosa "laranja", mas que vai contar com as novidades Panamá e Islândia. Ao SAPO24 cabe acompanhar a Seleção das Quinas, por Sochi, Moscovo e Saransk — com imensa fé na tecnologia e no maps.me (aplicação que permite a consulta de mapas sem estar ligado à Internet) — e por estas paragens contar-lhe o que de mais relevante acontece dentro e fora das quatro linhas.

Agora, passemos à informação prática que (possivelmente)  já está farto de ler, nomeadamente, por onde vai Portugal, representado nos 23 de Fernando Santos, jogar e disputar a fase de grupos. Ainda assim, que se faça o novamente o ditado para não esquecer o calendário das ‘quinas’: duelo ibérico a abrir frente à Espanha, na próxima sexta-feira, dia 15 de junho, em Sochi; Marrocos, a 20 de junho, em Moscovo; por fim, o último encontro (desta fase...), será contra o Irão, de Carlos Queiroz, a 25 de junho, em Saransk.

Ora, quer isto dizer que o pontapé de saída do Mundial de 2018 para a rapaziada das Quinas vai acontecer já no próximo dia 15, naquele que é o primeiro jogo do Grupo B. A partida será disputada numa zona situada no sudoeste da Rússia, perto do Cáucaso e que está banhada pelo mar negro. É uma zona tipicamente de férias e é conhecida como a 'Riviera Russa'. Em 2014, foi palco dos Jogos Olímpicos de Inverno e é um sítio onde se faz praia e se celebra a neve: depende apenas da estação do ano. E é lá que estaremos nos próximos dias. E onde esperamos que Portugal entre (e marque) logo com o pé direito (ou com qualquer parte do corpo... desde que conte!).

Lá estaremos na bancada, ao lado daqueles que foram apoiar também as suas seleções à Rússia, para lhe contar as histórias dos adeptos, das famílias, as estórias dentro das histórias. Porque a intenção é mesmo essa: ser os olhos daqueles que não tiveram oportunidade, por esta e aquela razão, de marcar presença, para que possam finalmente responder à questão — que todos os aficionados já se interrogaram em algum momento das suas vidas — como é que é viver um Campeonato do Mundo?

E o que esperamos desta passagem pela Rússia? Uma aventura que dificilmente cairá no esquecimento, seja adeptos, jornalista, ou mero visitante. Rússia não é só estações de Metro, o Kremlin ou a Praça Vermelha. Serão 3 cidades, 5 voos e uma viagem de mais de 8 horas de comboio — certo é que não faltarão histórias para contar.

No entanto, de ressalva aos nossos leitores, mas principalmente à nossa chefe e editora — que bem se esforçou para não assumir o papel de mãe durante a nossa partida (por trás de um "vocês tenham juízo!" estava um "liguem a qualquer hora se acontecer alguma coisa!") —, mas também às nossas famílias, vamos com uma rasgada convicção: viemos ver a bola e provar que na Rússia, em Portugal e onde quer que se esteja, isto deve ser aquilo para que foi criado, uma festa onde são 11 contra 11 e no fim do dia todos têm histórias para contar.Скоро увидимся! (que segundo o Google Translate significa Até já!)