Na exposição inicial que fez da situação do desporto de formação em Portugal, Pedro Sequeira revelou que a permanência da proibição da prática desportiva nos escalões de formação representa "mais de 300 mil jovens que não conseguem praticar qualquer atividade", alertando que isso terá "consequências sérias no futuro".

"Não estamos parados há um mês, mas sete. No início percebemos a paragem, não nos queixámos, fomos para casa, trabalhámos à distância, cumprimos e aceitámos as restrições, mas a continuidade desta situação vai ter consequências e muitos certamente abandonarão a prática desportiva", avisou Pedro Sequeira, que disse ainda que há clubes em "grandes dificuldades económicas" e que em pouco tempo poderão fechar.

O dirigente manifestou a sua incompreensão pela "promessa" da "retoma progressiva" não ter sido ainda cumprida no âmbito do desporto de formação e pediu aos deputados que tenham "confiança" nas instituições que trabalham no plano do desporto de formação no país.

"O desporto está a cumprir e queremos que nos deem a mesma confiança que já foi dada a outra atividades. Se tivermos que reavaliar assim faremos, até porque não pedimos competições nacionais para a formação. Queremos apenas que se voltem a praticar as modalidades de forma segura, em situação de paridade com as outras atividades, sob pena de daqui a uns tempos podermos estar aqui a discutir problemas de saúde infanto-juvenil em parte promovidos pelas decisões que tomamos neste período", sublinhou o presidente da Confederação dos Treinadores de Portugal.

Depois de frisar que a lei da retoma da prática desportiva, aprovada em conselho de ministros e que entrou em vigor em 01 de agosto, já prevê a retoma da atividade desportiva na formação, Pedro Sequeira apelou apenas a que "se cumpra a lei".

"Só vimos pedir que se cumpra a lei da retoma da prática desportiva, pois está esquecida e não percebemos porquê. Porque é que ninguém está a olhar para estas 300 mil crianças?", concluiu.

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