O desafio foi autoproposto pelo corredor de 30 anos e tem como objetivo angariar fundos para apoiar os deslocados, numa jornada que começou em Munique, na Alemanha, nas primeiras horas de sábado, e atravessou República Checa e Polónia até Korczowa, cidade fronteiriça com Krakovets, no oeste da Ucrânia.

“Quis juntar o máximo de dinheiro possível para ajudar quem precisa. […] A guerra não é um problema afastado, estão à distância de uma jornada de bicicleta, seja onde for no mundo”, explicou.

Morton é companheiro de equipa do português Rúben Guerreiro mas também do ucraniano Mark Padun, e os dois estavam a tomar o pequeno almoço quando este último soube da invasão do seu país pela Rússia.

Não é a primeira vez que o australiano corre por razões humanitárias, já que em 2021 fez um ‘Tour alternativo’, cumprindo a distância da Volta a França desse ano, em que não participou, numa jornada de 16 dias, com os fundos angariados a reverterem para a World Bicycle Relief.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou pelo menos 902 mortos e 1.459 feridos entre a população civil, incluindo mais de 170 crianças, e provocou a fuga de mais de 10 milhões de pessoas, entre as quais mais de 3,3 milhões para os países vizinhos, indicam os mais recentes dados da ONU.

Segundo as Nações Unidas, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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