O piloto nascido em Hagenau (França), a 26 de fevereiro de 1974, superou o compatriota Sébastien Ogier (Toyota Yaris) por 10,5 segundos nesta prova de abertura do Campeonato do Mundo e primeira da era híbrida nos ralis.

O irlandês Craig Breen (Ford Puma) foi o terceiro, a 1.39,8 minutos do vencedor, sendo o primeiro dos pilotos a tempo inteiro esta temporada.

O dia começou com Ogier na liderança, chegando a ter 24,6 segundos de vantagem sobre Loeb na antepenúltima especial.

Contudo, um furo sofrido na classificativa seguinte custou ao campeão mundial em título 34,1 segundos e a queda para o segundo lugar, à entrada para a derradeira especial, a 9,5 segundos de Loeb.

Para piorar a situação do piloto de Gap, Ogier sofreu uma penalização de 10 segundos na última especial por ter arrancado antes do tempo.

“O motor estava a fazer um barulho estranho e isso perturbou-me e talvez tenha partido demasiado cedo. Mas posso manter a minha cabeça levantada”, disse.

Caso não tivesse sofrido essa penalização, Ogier perderia o rali na mesma, mas por apenas meio segundo.

“Estou realmente feliz. Não esperava tanto quando decidi vir aqui, mas foi uma grande luta. O Ogier foi realmente rápido e eu sofri um pouco ontem [sábado] e até mesmo esta manhã”, frisou Loeb.

Este triunfo acaba por ter também um significado simbólico, pois foi precisamente por Ogier reclamar mais protagonismo na Citroën, equipa na qual os dois coincidiram, que Loeb decidiu pôr um ponto final na carreira a tempo inteiro.

A decisão surgiu após conquistar o nono título consecutivo em 2012 (foi campeão de 2004 a 2012), e desde então Loeb tem feito aparições esporádicas no campeonato. A última tinha sido no rali da Turquia, em 2020, prova que terminou na terceira posição.

A última das 80 vitórias da carreira, contudo, tinha sido no rali da Catalunha, em 2018, com o Citroën C3.

Depois de um ano de ausência do Mundial e de ter conquistado o segundo lugar no rali Dakar de todo-o-terreno há uma semana, Loeb fez questão de voltar ao campeonato para matar a curiosidade sobre os novos carros híbridos, que misturam motores elétricos (de 136 cavalos) com os habituais 1,6 litros a gasolina.

Aos comandos de um Ford Puma da M-Sport, Loeb tinha previsto participar apenas nesta prova, pois vai fazer o Mundial de todo-o-terreno (que lidera após o Dakar) e de resistência.

Certo é que, aos 47 anos, 10 meses e 28 dias superou o sueco Björn Waldegard, que em 1990 venceu o rali do Quénia aos 46 anos e cinco meses.

Esta foi a 80.ª vitória da carreira no Mundial de Ralis, sendo o piloto a deter o recorde de maior distância temporal entre a primeira (Alemanha, em 2002) e a mais recente, em 181 provas.

Foi, também, a primeira sem ser com um Citroën, sendo que a M-Sport já não ganhava desde o rali da Grã-Bretanha de 2018.

Com este triunfo, Loeb igualou o recorde de oito vitórias em Monte Carlo, que era detido a solo precisamente por Sébastien Ogier.

Loeb ganhou no principado em 2003, 2004, 2005, 2007, 2008, 2012, 2013 e 2022.

Desde 1997 que uma navegadora não vencia, pois Isabelle Galmiche, professora de matemática de 50 anos, substituiu Daniel Elena na tarefa de ditar notas ao piloto francês.

Com estes resultados, Loeb comanda o campeonato, com 27 pontos (para além da vitória, somou ainda dois pontos extra na power stage), contra os 19 de Ogier.

O finlandês Kalle Rovanperä (Toyota Yaris) é terceiro, pois aos 12 pontos do quarto lugar somou os cinco da vitória na power stage.

A M-Sport lidera a tabela dos construtores, com 42 pontos.

A próxima ronda é o rali da Suécia, de 24 a 27 de fevereiro.

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