Canalizar dinheiro para a economia nacional e para as empresas portuguesas através de um aumento de capital de uma empresa que tem a missão de as financiar. Este é o propósito da FlexDeal, primeira e única Sociedade de Investimento Mobiliário para o Fomento da Economia (SIMFE), em Portugal.

O aumento em bolsa, no valor de 10 milhões de euros (de 16 para 26 milhões), cujo prazo termina dia 25, através da emissão de dois milhões de novas ações, cinco euros cada, conforme prospeto entregue à CMVM, é um pedido feito aos acionistas para, assim, financiarem o plano estratégico de crescimento da empresa. E, desta forma, cumprirem o papel que subjaz à sua criação de fomentar a economia nacional, ajudar e apostar nas PME’s portuguesas, canalizando o encaixe financeiro angariado, na ordem dos 9,5 milhões de euros (valor descontando comissões, impostos e outras despesas), será canalizado para estas.

As SIMFE’s são uma “figura já prevista no Programa Capitalizar" abrindo espaço a novos atores na ajuda às empresas na obtenção de financiamento. “Se olhar para o Plano de Recuperação Económica, estão abertos os caminhos para que as SIMFE’s possam fazer parte desse eixo estratégico de fomento da economia”, sublinha Alberto Amaral, CEO da Flexdeal, em conversa com o SAPO24.

“As PME’s necessitam de capital e não de dívida. Somos um complemento. Uma terceira via de financiamento da economia”, refere.

Face à situação da Covid-19, a “pressão sobre a banca de retalho é enorme e as empresas têm cada vez mais dificuldades no acesso a capital”, alerta.

Comparando-se com as alternativas tradicionais de financiamento, e outras, define-se como “um primo, e não um concorrente, do Banco de Fomento”, salientando que “ambas entidades têm como objetivo fomentar a economia. Complementam-se, embora, acho, que o Banco de Fomento terá limitações em chegar perto das empresas”, aponta. “E estamos equidistantes do que é a banca de retalho e uma private equity”, reforça.

Diz ser importante “fomentar parcerias numa lógica de investimento que se pode estender ao Banco de Fomento, retalho ou capital de risco. Estamos a falar de coinvestimento. Diversifica o risco, permite uma partilha de investimento e proveitos de todos os agentes envolvidos. É uma fórmula de sucesso. As empresas com mais soluções, que não passam por dívida, mas sim por capital. Que é o que a economia necessita”, atira o CEO da Flexdeal.

Alberto Amaral destaca a importância de “concertação entre os players com papel no processo construção de levantamento de capital para que este chegue mais rápido às empresas”, em especial no momento atual, em que as empresas “estão descapitalizadas e com excesso de dívida”, alerta.

38 participações em setores diversificados   

“Se fizemos o mais do mesmo, o capital chega mais tarde às empresas. Temos que pensar de forma diferente e ter soluções diferentes”, argumenta. “Não levamos soluções só de capital. Levamos conhecimento. Conseguimos levar soluções de capital, para reforço de capital”, ilustra.

Até à data, a FlexDeal tem “38 participações ativas”, informa o CEO da sociedade de investimento para o fomento da economia, seguindo a lógica de “maturidade de investimentos cada vez maiores”.

Não investem num setor específico. “Temos de olhar para todos os setores atividade e não só o da tecnologia. Olhamos para toda e qualquer empresa, sem atender à área geográfica. Escolhemos as empresas, empresários e parceiros, escolhemos os melhores para que esse capital crie valor e todos beneficiem. Empresas e a economia”, adianta Alberto Amaral, CEO da Flexdeal. “O dinheiro, que possa vir da Europa, não chegará para todas as PME´s. Temos um cuidado acrescido. Se o capital não for bem aplicado ... sabemos o que acontece”, finaliza.

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