O excedente externo de 256 milhões de euros entre janeiro e julho compara com o défice de 975,16 milhões de euros no mesmo período de 2020. Já nos primeiros sete meses de 2019, o saldo acumulado das balanças corrente e de capital tinha sido de 108,82 milhões de euros positivos.

Segundo o Banco de Portugal, em julho, Portugal recebeu cerca de 1.100 milhões de euros do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira devido à “devolução da margem financeira retida em 2011 no âmbito do Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal”, e esse recebimento levou ao “aumento do excedente da balança de capital”.

Ainda em julho, Portugal recebeu 367 milhões de euros de remessas de emigrantes portugueses, mais 22 milhões de euros do que em julho de 2020.

Os emigrantes na Suíça, em França e no Reino Unido foram os que mais dinheiro enviaram.

Quanto ao saldo da balança comercial, em julho, foi negativo em 282,77 milhões de euros, o que compara com o excedente de 163,61 milhões de euros de julho de 2020.

Segundo o banco central, o défice comercial justifica-se por as importações de bens e serviços terem crescido acima das exportações.

Em julho de 2021, face a julho de 2020, as exportações de bens cresceram 13% e as importações de bens 23,9%, “voltando a superar os valores pré-pandemia”, refere o Banco de Portugal.

Já as exportações e importações de serviços aumentaram 28,0% e 26,7%. Segundo o Banco de Portugal, aqui destaca-se o crescimento das exportações de viagens e turismo (45,6%), mas que ainda assim “permaneceram aquém dos níveis pré-pandemia”.

O saldo da balança comercial é o resultado do saldo conjunto da balança de bens e da balança de serviços.

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