“O forte progresso de Timor-Leste com as campanhas de vacinação permitiu o levantamento das rigorosas medidas de contenção, e a economia deverá continuar a sua recuperação, o PIB [Produto Interno Bruto] não petrolífero deverá crescer 3,3% este ano, depois um crescimento estimado de 1,5% em 2021, sustentado na despesa pública e na recuperação do consumo privado”, refere o FMI.

De acordo com o relatório do Artigo IV, a avaliação anual do FMI aos Estados-membros, “os grandes riscos mantêm-se, sendo um importante risco de curto prazo o reavivar da crise sanitária”, a par das tensões geopolíticas atuais, que colocam “riscos adicionais durante o tempo de preços petrolíferos e alimentares mais elevados”.

Na análise, o FMI diz que “são precisas reformas estruturais e consolidação orçamental para garantir a sustentabilidade orçamental, fortalecer a posição do setor externo e garantir uma transição suave para uma economia liderada pelo setor privado”.

Lembrando que as receitas petrolíferas não são eternas, o Fundo considera que “lidar com a fraqueza da gestão das finanças públicas é essencial para fortalecer a gestão orçamental e melhorar a qualidade da despesa pública” e aponta que “um significativo número de barreiras estruturais precisa de ser levantado para facilitar a diversificação e gerar um crescimento inclusivo e resiliente”.

Em particular, o FMI afirma que “o progresso no desenvolvimento do setor privado e na criação de emprego tem sido tépido, com reformas lentas e limitadas” e lamenta que, apesar de o investimento em infraestruturas resilientes ao clima ser fundamental para construir resiliência aos desastres naturais, “os planos de adaptação não forem integrados no planeamento orçamental”, num contexto em que “a coordenação entre os vários agentes públicos e os constrangimentos da capacitação no acesso a doações externas continuam a ser grandes desafios”.

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