Falando na conferência anual do European Systemic Risk Board (ESRB), Lagarde disse que os bancos “devem estar vigilantes sobre os riscos de crédito e permanecer vigilantes para possíveis erros nos seus modelos internos à medida que o ambiente de risco evolui”.

Lagarde, que também preside o ESRB, que é um grupo que foi criado em 16 de dezembro de 2010 para dar resposta à crise financeira em curso, também alertou para os problemas enfrentados pelos fundos do mercado monetário, que podem igualmente fornecem crédito à economia real e estão altamente ligados ao restante do sistema financeiro, incluindo os bancos.

Estes fundos sofreram um “stresse agudo de liquidez” em março de 2020 após o surgimento da pandemia de covid-19, o que “reflete desequilíbrios estruturais de liquidez”, segundo a presidente do BCE.

Os fundos do mercado monetário oferecem liquidez para a procura dos investidores, enquanto estes investem em ativos menos líquidos, adiantou.

Lagarde lembrou ainda que a recente turbulência nos mercados de títulos do Reino Unido mostrou a importância dos fundos do mercado monetário como veículos de gestão de caixa.

Por esse motivo, o ESRB recomenda a rápida implementação da legislação para que esses fundos ajudem a melhorar a capacidade do sistema financeiro a resistir a choques.

Lagarde também pediu uma regulamentação para os criptoativos pelos riscos que podem gerar para o sistema financeiro, embora até agora o impacto dos episódios como a queda acentuada de 75% durante um ano do preço da “bitcoin”, depois de ter atingido o máximo em novembro de 2021, foi contida.

Pela primeira vez, a União Europeia (UE) aprovou pela primeira vez um quadro regulamentar para os criptoativos, os emitentes de criptoativos e os prestadores de serviços de criptoativos.

A UE chegou a um acordo provisório sobre a proposta de regulamento relativo aos mercados de criptoativos (MiCA), que abrange os emitentes de criptoativos não apoiados e das chamadas “criptomoedas estáveis”, e bem assim as plataformas de negociação e as carteiras em que os criptoativos são mantidos.

Este quadro regulamentar deverá proteger os investidores e preservar a estabilidade financeira, permitindo simultaneamente a inovar e promover a atratividade do setor dos criptoativos.

Tal proporcionará uma maior clareza na União Europeia, uma vez que alguns Estados-membros já dispõem de legislação nacional em matéria de criptoativos, mas ainda não existia um quadro regulamentar específico a nível da UE.

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