A taxa de desemprego aumentou para 6,5% em setembro deste ano, mais 0,1 pontos percentuais do que no mês anterior, e deverá ter-se mantido nesse valor em outubro, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

“Continua o emprego muito forte, continua a haver mais criação de emprego do que pessoas em situação de desemprego, o que significa que a economia continua a criar emprego”, reagiu o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, em Bruxelas.

Falando aos jornalistas no final de uma reunião do Conselho de Competitividade da União Europeia, que reuniu na capital belga ministros destas áreas, o governante observou que, “obviamente, hoje em dia, a criação de emprego é menos vigorosa do que já foi em anos anteriores, na medida em que já houve uma redução para mais de metade da taxa de desemprego nos últimos quatro anos”.

“Mas o mercado de emprego está bom, as contribuições para a Segurança Social continuam a subir de forma muito significativa e dando também, por essa via, uma contribuição importante para a consolidação das finanças públicas”, argumentou Pedro Siza Vieira.

Para o governante, “é bom saber que o emprego está a aumentar, mas é sobretudo bom saber que a maior parte do emprego que está a ser criado é com contratos por tempo indeterminado e que os salários continuam a subir acima da média da produtividade e da inflação”.

“As projeções do Governo e das instituições internacionais são de que a taxa de desemprego continue a descer nos próximos anos, embora agora de forma menos vigorosa do que decorreu em anos anteriores, porque hoje em dia o nível de desemprego já é muito baixo no nosso país”, reforçou o ministro português.

Segundo o INE, a estimativa provisória da taxa de desemprego de outubro é 6,5%, o mesmo valor de setembro.

A taxa de desemprego de 6,5% em setembro é superior em 0,1 pontos percentuais ao do mês anterior e inferior em 0,1 pontos percentuais ao de três meses antes e ao do mesmo mês de 2018.

O valor de setembro representa uma revisão em baixa de 0,1 pontos percentuais da estimativa provisória divulgada há um mês.

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