Numa entrevista à cadeia televisiva MSNBC, Obama fez referência aos barcos iranianos que atualmente se encontram em águas internacionais e que, segundo algumas informações, poderiam seguir em direção ao Iémen para fornecer armas aos rebeldes.

"Existe uma razão pela qual mantemos alguns dos nossos navios na região do Golfo Pérsico e essa é garantir que mantemos a liberdade de navegação", afirmou o Presidente norte-americano.

Os Estados Unidos aproximaram, esta semana, um dos seus porta-aviões da costa do Iémen para vigiar nove navios do Irão que Washington suspeita dirigirem-se para aquele país, onde milícias xiitas alegadamente apoiadas por Teerão confrontam forças leais ao presidente.

"O que lhes temos dito [aos iranianos] é que se se entregam armas a fações no Iémen que podem ameaçar a navegação isso constitui um problema", disse, sublinhando que uma eventual implicação do Irão no conflito iemenita dificultaria os esforços para encontrar uma solução política para o conflito.

Esta terça-feira, a Casa Branca saudou o fim da campanha aérea, que apoiava, realizada no Iémen desde há um mês pela coligação liderada pela Arábia saudita, contra rebeldes xiitas Huthis.

O Irão, acusado por Riade e Washington de apoiar militarmente os rebeldes, também se congratulou com o anúncio, considerando tratar-se de "um passo em frente" para a resolução política do conflito.

Um balanço divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), relativo ao período entre 19 de março e 17 de abril, indica que o conflito no Iémen já fez 944 mortos e 3.487 feridos, tanto civis como militares.

DM (RN/MDR) // FV.

Lusa/Fim

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