"Eu acho que fez bem à Guiné Equatorial (...) essa interação com os demais países que agem com a preservação dos direitos humanos", disse à Lusa Michel Temer.

Michel Temer conversou com a Lusa à margem da visita oficial de dois dias a Portugal, onde se encontrou com autoridades portuguesas e manteve contacto com outros setores do país, nomeadamente o empresarial.

"A sensação que eu tenho, não tenho informações muito precisas, muito concretas, mas a sensação que tenho, depois das informações que colhi hoje numa reunião com os embaixadores junto da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, em Lisboa, é que lá começou uma certa abertura, fruto precisamente desta inserção da Guiné Equatorial" no bloco lusófono, sublinhou.

A Guiné Equatorial, onde se fala espanhol, entrou para a CPLP em julho de 2014, apesar das organizações de direitos humanos acusarem o regime do Presidente Teodoro Obiang (há mais de 30 anos no poder) de corrupção, branqueamento de capitais, perseguição, prisão e tortura dos seus opositores.

O país, para poder entrar no bloco lusófono, decretou uma moratória da pena de morte, tendo executado antes disso cerca de uma dezena de pessoas.

De acordo com Temer, "a Guiné Equatorial tentou, em muitos momentos das reuniões da CPLP, ingressar. Os países de língua portuguesa fizeram algumas exigências, que foram cumpridas ao longo do tempo".

"O Brasil não se opunha, evidentemente, a essa entrada, mas também pregava especialmente no tocante aos direitos humanos, a obediência a preservação dos direitos humanos na Guiné Equatorial", afirmou.

"Quando ingressou na CPLP, foi porque houve um consenso dos países integrantes para a admissão da Guiné Equatorial", avaliou.

Atualmente, a oposição política na Guiné Equatorial continua a denunciar abusos em relação aos direitos humanos no país, nomeadamente, a perseguição e prisão de políticos e opositores do regime de Obiang.

Teodoro Obiang e os membros da sua família já enfrentaram ou continuam a enfrentar processos judiciais de branqueamento de capitais e outros delitos em países como os Estados Unidos, França e Brasil.

CSR // EL

Lusa/fim

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