Trazer o 'ferry' à superfície tem sido um dos principais pedidos dos familiares das vítimas, que impulsionaram a sua campanha nesse sentido nas últimas semanas, organizando uma série de protestos de grande escala durante os quais agentes da polícia antimotim recorreram ao uso de canhões de água e gás pimenta.

O Ministério da Segurança Pública afirmou que a operação para a retirada do 'ferry' deverá ser lançada em setembro, ao largo da ilha de Jindo, onde o Sewol se afundou a 16 de abril de 2014.

O navio de 6.825 toneladas encontra-se a 40 metros de profundidade, pelo que trazê-lo à superfície constitui um grande desafio técnico.

O ministério estima que a operação -- que pode demorar até um ano e meio -- represente um custo de entre 90 e 140 milhões de dólares.

"Vamos tomar exaustivas medidas a fim de não perder os corpos dos desaparecidos", disse o ministro dos transportes marítimos Yoo Ki-June em conferência de imprensa.

A bordo do Sewol seguiam 476 pessoas, incluindo 325 estudantes. No total, foram recuperados das águas 295 corpos, faltando resgatar nove.

Yoo Ki-June afirmou que o ministério dos transportes marítimos vai lançar de imediato o concurso para selecionar a empresa à qual será adjudicada a operação de resgate do barco.

"Uma vez selecionada a empresa, um plano detalhado (...) vai ser apresentado ao longo dos próximos três meses", disse.

DM // FV.

Lusa/Fim

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