A ideia foi defendida por António Patriota, presidente da Configuração Específica para a Guiné-Bissau na Comissão de Consolidação da Paz das Nações Unidas.

Patriota falava no aeroporto de Bissau, no final de uma visita de dois dias ao país, para acompanhar a preparação dos projetos de desenvolvimento da próxima década, a serem financiados com mil milhões de euros, anunciados na conferência de doadores realizada em março passado.

"Otimismo e confiança" nas autoridades de Bissau são palavras de ordem, referiu, acreditando que o país vai conseguir corresponder "com transparência" à disponibilidade dos parceiros internacionais.

António Patriota, que é também embaixador do Brasil na ONU, destacou que "a CPLP pode dar uma contribuição em diversas áreas, mas nessa da gestão pública há uma vantagem comparativa em função da língua" relativamente a outros países.

A língua comum facilita a troca de experiências e, por outro lado, "há muita experiência positiva, tanto em países maiores, como o Brasil, como em países menores, caso de Timor-Leste".

Além das promessas de apoio que saíram da conferência de doadores, está por definir o modelo de reconciliação nacional face aos crimes e conflitos do passado.

Questionado pela Lusa sobre o assunto, Patriota referiu que há recursos da Comissão de Consolidação de Paz para investir em iniciativas na área e que nas próximas semanas poderá haver decisões sobre essas verbas.

"Tudo tem que se definido, em primeiro lugar, pela população", sublinhou.

LFO // ARA

Lusa/Fim

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