"Ainda hoje, fiz uma visita à CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa). E eu vejo uma ação muito concreta, muito objetiva, muito forte, muito expressiva, muito significativa destes países de língua portuguesa que se aliançaram", declarou à Lusa o Vice-Presidente do Brasil.

"Eu acho que isto, pouco a pouco, vai fazer com que neste tópico da adoção do idioma (português), seja também um idioma oficial (nas organizações internacionais). Eu não creio que em breve tempo não seja possível. Eu acho que será possível. É preciso insistir e é o que o Brasil e Portugal deverão continuar a fazer", sublinhou.

Michel Temer conversou com a Lusa à margem da visita oficial de dois dias a Portugal, onde se encontrou com autoridades portuguesas e manteve contacto com outros setores do país, nomeadamente o empresarial.

Segundo Temer, a respeito da sobreposição dos blocos regionais e linguísticos, "é natural que se tratando de blocos regionais, entrem em pauta muitos interesses comerciais e económicos".

"Entretanto não devemos nos assustar que em certos momentos, os interesses dos blocos regionais superem os blocos, vamos dizer assim, mais afetivos, mais sentimentais, principalmente aqueles pautados pela língua", salientou.

Já sobre o Acordo Ortográfico, o vice-Presidente disse que "há naturais resistências porque os países adotam uma determinada ortografia e, evidentemente, quando se vai mudar este critério ortográfico há resistências. Como tudo, você tem que ir trabalhando para esta unificação".

"Se a unificação vier, será importante para todos os países de língua portuguesa, embora sem embargo da ortografia diferenciada, nem por isso nós temos dificuldades de comunicação", sublinhou.

"Este assunto, ao meu modo de ver, tem uma relativa importância. Digamos que não é fundamental para a aliança entre os países de língua portuguesa. Seria útil, mas não é o ponto essencial da aliança destes países que têm o mesmo idioma", avaliou.

O período de adaptação do Acordo Ortográfico no Brasil e em Portugal deve acabar no final deste ano, sendo totalmente implementado a partir de janeiro de 2016. Entretanto, os demais países lusófonos não começaram ainda a sua implementação e, nomeadamente, Moçambique e Angola sequer ratificaram o Acordo nos seus parlamentos.

CSR // EL

Lusa/fim

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