Os ativistas - entre os quais figuram médicos, arquitetos e engenheiros - eram acusados de organização criminosa, alteração da ordem pública e organização de protestos ilegais, crimes pelos quais podiam ser condenados a penas de até 13 anos de prisão.

Todos eram dirigentes do movimento Solidariedade com Taksim, a plataforma de organizações civis, sindicatos e grupos políticos que liderou as manifestações.

A vaga de protesto sem precedente começou com a contestação por movimentos ecologistas dos planos de urbanização de um dos poucos jardins públicos de Istambul, o parque Gezi, na praça Taksim.

A repressão policial dessa contestação fez evoluir o movimento para protestos pela demissão de Erdogan, no poder desde 2002, que se estenderam a várias cidades do país.

"Fomos todos absolvidos", disse Mucella Yapici, secretária-geral do coletivo. "Era um processo absurdo que pretendia declarar o Solidariedade com Taksim como uma organização criminosa", acrescentou.

Os acusados começaram a ser julgados num tribunal de Istambul em junho de 2014.

Mais de três milhões de pessoas participaram nas manifestações, ao longo de três semanas. A repressão policial fez oito mortos e mais de 8.000 feridos, além de milhares de detenções.

Associações de direitos humanos contestaram o julgamento, incluindo a Amnistia Internacional, que qualificou o processo de "julgamento espetáculo politicamente motivado".

MDR // VM

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