Franco Mufinda disse que as autoridades vêm "observando com tristeza de um tempo a esta parte um relaxamento das medidas de proteção individual e coletiva, por parte da população".

"O uso correto da máscara facial, a lavagem das mãos com água e sabão, o distanciamento físico entre as pessoas, o não ajuntamento populacional e não violação da cerca sanitária e fruto disto cada dia que passa, há mais de duas semanas, assistimos ao aumento vertiginoso de casos e óbitos em grupos populacionais que eram considerados menos expostos ou até teoricamente protegidos", afirmou.

Segundo Franco Mufinda, nas estatísticas diárias constam crianças e jovens infetados pelo novo coronavírus.

"Estamos a registar muitos surtos, sobretudo na província de Luanda, provocados na sua maioria pelas novas variantes do SARS-CoV-2, estamos a falar das variantes inglesa e sul-africana", referiu.

Luanda, a capital de Angola tem em circulação comunitária as variantes, estando, "infelizmente, a população a abandonar as medidas de proteção individual e coletiva", apontou.

"Estas variantes têm uma alta capacidade de transmissão e de mortalidade. O nosso sistema de vigilância epidemiológica está a identificar diariamente famílias inteiras ou até empresas com números expressivos de contaminados", informou Mufinda, comparando o momento atual ao "triste mês de outubro do ano passado, desta vez com uma dupla velocidade".

"Isto não é bom e se assim continuar o nosso sistema de saúde poderá ver-se colapsado, no entanto, podemos evitar isso, respeitando a observação das medidas de proteção individual e coletiva", salientou.

Nas últimas 24 horas, Luanda registou, do total de novos casos, 156 infeções, seguindo-se Benguela (06), Namibe (04), Cabinda (03) e Lunda Sul (02), com idades dos 1 aos 83 anos, sendo 82 do sexo masculino e 89 do feminino.

Relativamente às mortes, Luanda reportou duas mulheres, de 53 e 96 anos, e Benguela, a outra, de um homem, de 66 anos, todos angolanos.

As recuperações da doença foram notificadas em Luanda (20), Benguela (04) e Namibe (04), com idades 21 e 72 anos.

Angola elevou para 24.122 casos, 560 óbitos, com uma taxa de letalidade 2.3%, 22.203 recuperados da doença, com uma taxa de recuperação de 92%, estando 1.359 casos ativos, dos quais três em estado crítico, 14 graves, 59 moderados, 42 leves e 1.241 assintomáticos.

Estão em internamento 118 pessoas, em quarentena institucional 47 e 1.301 contactos sob vigilância epidemiológica.

Nas últimas 24 horas, foram processadas 1.849 amostras, representando uma taxa diária de positividade de 9.2%, apontando o cumulativo da testagem 467.790 amostras processadas até à data, com uma taxa cumulativa de positividade de 5.2%.

Nos pontos de entrada e saída de Luanda, a única província sob cerca sanitária, foram testadas, neste período, 1.010 pessoas, na base do teste rápido serológico, tendo o teste do antigénio encontrado dois positivos, no posto de testagem Maria Teresa.

Franco Mufinda frisou que diariamente são encontradas entre duas a três pessoas com teste positivo para a covid-19, nos pontos de saída e entrada da capital angolana.

Relativamente ao processo de vacinação, foram vacinadas hoje 20.302 pessoas, em 17 províncias do país, sendo o total de vacinados, desde 02 de março, quando começou até à data, 372.030 pessoas a nível nacional.

O teste obrigatório pós embarque a viajantes oriundos do exterior prossegue no aeroporto internacional, tendo sido testadas de 16 de janeiro até à data, 31.695 pessoas, das quais 80 testaram positivo, sendo 56 do sexo masculino e 24 do sexo feminino.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.987.891 mortos no mundo, resultantes de mais de 139 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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