O primeiro de quatro despachos presidenciais, todos de 25 de maio e que aprovam as propostas de adjudicação das empreitadas, envolve a Sinohydro Group, que vai ficar responsável pela eletrificação de 337.500 casas na província de Luanda, por 675 milhões de dólares (606 milhões de euros).

Na cidade do Huambo, a China Machinery Engeenering Corporation (CMEC) vai garantir a eletrificação de 30.000 ligações domiciliares por 60 milhões de dólares (53,8 milhões de euros), o mesmo contrato a adjudicar à CBITEC para a cidade de Cabinda, com outras 30.000 casas que vão receber energia elétrica.

O quarto contrato, com a China Tiesiju Civil Engineering Group, prevê a eletrificação de 22.500 ligações domiciliares na cidade do Lubango e Matala, província da Huíla, por 45 milhões de dólares (40,4 milhões de euros).

Todos estes contratos são feitos com financiamento da LCC, no valor global de 5,2 mil milhões de dólares (4,6 mil milhões de euros) e que foi negociada em 2015, obrigando à contratação de empresas chinesas para estas empreitadas. Estas ficam contudo obrigadas a indicar as empresas angolanas a subcontratar, "garantindo a preferência" por aquelas que se encontram sediadas nas respetivas províncias.

Ao abrigo desta linha de crédito do Estado chinês, o Governo angolano também autorizou a contratação de empresas chinesas para realizarem 23 obras públicas, de abastecimento de água e reparação de estradas em oito províncias, por cerca de 550 milhões de dólares (494 milhões de euros), conforme a Lusa noticiou esta semana.

Com um forte défice de produção de eletricidade, face às necessidades, o que leva a constantes constrangimentos no fornecimento, Angola enfrenta ainda a inexistência de redes para abastecer as zonas mais rurais e grande parte das cidades são abastecidas por redes de geradores.

O recenseamento da população realizado em 2014, cujos dados finais foram revelados no final de março último, concluiu que o acesso à rede de eletricidade é apenas garantido a 1,7 milhões de casas (31,9%), quase exclusivamente em zonas urbanas, já que na área rural apenas 48.173 agregados familiares são servidos.

O estudo identifica que praticamente ao nível da rede elétrica nacional (essencialmente nos grandes centros), as lanternas são a segundo principal fonte de iluminação. Servem mais de 1,752 milhões de famílias (31,6%) em Angola.

Seguem-se em alternativa os candeeiros (14,3%) e os geradores (9,3%).

PVJ // PJA

Lusa/Fim

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