Esta deverá ser a manifestação mais participada desde a vitória do movimento pró-democrático, nas últimas eleições distritais.

Numa entrevista coletiva na televisão, o superintendente do departamento de combate ao crime organizado, Li Kwai-wah, explicou, citado pela agência de notícias espanhola EFE, que a intenção dos detidos "era usar a pistola para criar o caos" durante o protesto de hoje.

E isso podia incluir "disparar contra os nossos agentes ou responsabilizá-los por atos contra cidadãos inocentes", afirmou o superintendente.

É a primeira vez que uma arma de fogo é apreendida nos seis meses de protestos na cidade.

Além da pistola semiautomática de nove milímetros, a polícia também apreendeu 105 balas, facas, sabres, cassetetes, gás pimenta e petardos.

O superintendente informou que os detidos são oito homens e três mulheres, entre os 20 e os 63 anos, e que todos fazem parte de um grupo com ligações a um outro, procurado pelo lançamento de 'cocktails molotov' contra a esquadra policial do distrito de Mong Kok, em 20 de outubro.

A Frente Civil dos Direitos Humanos, organização responsável pelas grandes marchas na cidade, convocou hoje uma manifestação, que deve ser a mais participada desde a grande vitória do movimento pró-democrata nas eleições distritais de há duas semanas.

Na segunda-feira, passam seis meses desde o primeiro protesto em Hong Kong contra o projeto de extradição para a China e outros países.

Na origem dos protestos antigovernamentais está uma polémica proposta de emendas à lei da extradição, já retirada formalmente pelo Governo de Hong Kong, mas os manifestantes têm outras exigências como a demissão da chefe do executivo e do Governo da RAE [Região Administrativa Especial).

A antiga colónia britânica passou a ser uma região administrativa especial chinesa em 01 de julho de 1997.

JGS // EA

Lusa/Fim

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