"A nossa preocupação incide, particularmente, na taxa elevada de seroprevalência no seio das raparigas, que é três vezes mais alta que nos rapazes", refere-se num comunicado da Presidência da República de Moçambique, enviado hoje à Lusa no âmbito das celebrações do Dia Mundial de Luta contra a Sida, que hoje se assinala.

Filipe Nyusi apontou a educação cívica como elemento importante na luta contra a epidemia, destacando a necessidade de se envolver toda a sociedade no combate a esta doença.

"Juntos podemos evitar que os projetos de vida da nossa juventude terminem de forma trágica e abrupta como acontece", lê-se ainda no comunicado, que reitera o empenho do Governo moçambicano na "promoção de um Estado saudável", através de programas de prevenção e aconselhamento da doença.

Do universo de 1,6 milhões de infetados em Moçambique, apenas 640 mil procuram tratamento e mas um terço deste número abandonam-no logo no primeiro ano, segundo dados oficiais.

Estima-se que 36,9 milhões de pessoas, a grande maioria em África, vivia com o vírus da sida em 2014, segundo o último relatório da ONUSIDA.

EYAC// APN

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