Dois dos desaparecidos são cidadãos europeus (Gui Minhai tem passaporte sueco e Lee Bo é britânico), recordou hoje a UE, em comunicado divulgado pelo seu porta-voz de negócios estrangeiros.

Gui desapareceu na Tailândia em meados de outubro e desde então desapareceram os outros quatro livreiros, incluindo Lee Bo, o caso mais recente, em dezembro.

Todos têm ligações à editora Mighty Current e à livraria Causeway Books, onde se editam e vendem livros proibidos na China por criticarem o regime comunista e os seus líderes.

"A persistente falta de informação sobre o bem-estar e paradeiro dos cinco [livreiros] é extremamente preocupante", diz a nota.

Alguns dos desaparecidos telefonaram às famílias, a quem disseram que estavam a colaborar com as autoridades no âmbito de uma investigação, sem darem mais pormenores.

Até agora, as autoridades chinesas têm afirmado nada saber sobre o assunto.

Na passada terça-feira, o ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, Philip Hammond, questionou o seu homólogo chinês, Wang Yi, sobre o caso de Lee Bo, durante uma visita a Pequim.

Wang respondeu que Lee é "em primeiro lugar e acima de tudo um cidadão chinês", pedindo que não se fizessem "acusações sem fundamento".

A União Europeia recorda que o chefe do Governo de Hong Kong, CY Leung, afirmou esta semana que uma hipotética captura dos cinco desaparecidos por agentes da China seria uma violação das leis do território.

"O respeito pela liberdade de expressão é a base de todas as sociedades livres. As autoridades competentes da Tailândia, China e Hong Kong devem investigar e esclarecer as circunstâncias destes desaparecimentos", indica ainda a nota.

ISG // MP

Lusa/fim

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