A instituição liderada por Teodora Cardoso divulgou hoje um relatório sobre a evolução orçamental até ao final do terceiro trimestre do ano passado, em que indica que a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) "apresentou até setembro uma redução mais acentuada (21,8%)", uma queda que "foi bastante mais acentuada" do que a prevista no Orçamento do Estado para 2016 (OE2016), de -3,3%.

Esta queda do investimento contribuiu para que o grau de execução da despesa com FBCP fosse de "apenas 51,9%, o valor mais baixo da série em SEC2010 no final do terceiro trimestre", ou seja, o valor mais baixo desde 1995 registado em contas nacionais pelo sistema europeu de contas atualizado.

O relatório do CFP inclui um quadro em que apresenta o grau de execução dos juros e da FBCF no final do terceiro trimestre de cada ano desde 1995 e até 2016: de acordo com esta informação, não há nenhum ano em que este indicador tenha sido tão baixo, sendo 2001 o ano que mais se aproxima (com um grau de execução de 56%) e o de 2002 o que teve uma maior execução até setembro (de 82,5%).

Para o CFP, "mesmo admitindo que no quarto trimestre o investimento tenha sido mais expressivo, isso não terá sido suficiente para impedir que esta despesa fique aquém do previsto no OE2016", que apontava para uma queda de 3,3% da FBCP, uma previsão que foi depois revista em baixa, apontando para uma redução de 9,7% em 2016 face ao ano anterior.

ND // ATR

Lusa/fim

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