"É uma época muito atípica e muito longa, e esta final tem grandes expectativas, porque o país todo está atento àquilo que é, durante a pandemia, a capacidade de não falhar uma tradição que faz parte da história do desporto em Portugal, e do futebol", afirmou em declarações à RTP o responsável à chegada ao Estádio Cidade de Coimbra, onde vai assistir à final, disputada sem público nas bancadas.

E acrescentou: "Faz parte da tradição o chefe de Estado, o Presidente da República, presidir. Só em casos excecionalíssimos, e não no meu mandato, é que isso não aconteceu. E a tradição cumpre-se, naturalmente, seguindo as normas sanitárias, mas cumpre-se para a afirmação daquilo que é importante no desporto e no futebol, que é este sentido de solidariedade numa cidade tão bonita como é Coimbra".

Marcelo assinalou também que o encontro de hoje, entre o FC Porto e o Benfica, conta com "uma grande equipa do norte e outra grande equipa do sul, numa grande cidade portuguesa".

Questionado sobre se acredita que será possível haver um regresso de público aos estádios na próxima época, o chefe de Estado mostrou-se cauteloso.

"Espero que sim. Certamente não na final da Taça de Portugal, mas espero que sim, que vá havendo uma evolução. Nenhum de nós controla. Não se sabe o que se passa no mundo, isto é um fenómeno global", vincou.

Segundo o Presidente da República, o que se pode esperar "com muita força", é que no desporto, tal como "na reabertura do ano letivo e na vida dos portugueses no dia a dia, haja - como alguns chamam - um novo normal, haja uma normalização na vida de todos", depois deste período marcado pelos constrangimentos provocados pelo novo coronavírus.

O Benfica e o FC Porto defrontam-se hoje na 80.ª final da Taça de Portugal em futebol, no Estádio Cidade de Coimbra, a partir das 20:45, à porta fechada, devido à pandemia de covid-19, com arbitragem do portuense Artur Soares Dias.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 680 mil mortos e infetou mais de 17,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.737 pessoas das 51.310 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

DN // NFO

Lusa/fim

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