O governante, que falava aos jornalistas no final de uma reunião na sede da CIP - Confederação Empresarial de Portugal, em Lisboa, explicou que se tratou de encontro de apresentação de cumprimentos à confederação patronal, que ocorreu no âmbito de uma ronda de contactos que tem vindo a ser realizada entre a equipa do Ministério da Economia e as confederações patronais e sindicais.

"As críticas positivas da CIP (...) ajudam a melhorar o nosso trabalho. E é nesse sentido que estamos abertos a essas sugestões", esclareceu o governante.

O governante realçou que as críticas positivas e sugestões da CIP vão ajudar o Governo a perceber "quais são as questões que devem ser melhoradas, quais são os entraves que não são justificados e quais são os aspetos em que é preciso negociar e trazer para a negociação coletiva e a concertação social".

"Temos, por isso, de trabalhar em conjunto e abrir a porta ao diálogo que vai manter-se durante a legislatura", salientou o ministro.

Já o presidente da CIP, António Saraiva, considerou a reunião "muito produtiva" e advertiu para o facto de que "não se pode esvaziar a concertação social, mas esta também não se quer substituir ao parlamento".

"O que queremos é ser ouvidos porque quem paga os ordenados ao fim do mês são as empresas, os empresários e, por isso, não é por decreto que estas coisas têm de ser ouvidas", alertou.

A CIP não abre mão de ser ouvida em sede concertação social, "o que até agora aconteceu", lembrou António Saraiva, enfatizando: "Queremos que as nossas sugestões sejam ouvidas e que as nossas críticas construtivas sejam ouvidas".

A confederação patronal sublinhou que "ninguém quer esvaziar as competências do Parlamento e o Parlamento não pode esvaziar a livre opinião que em concertação social deve ser obtida".

O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, e os secretários de Estado Adjunto e do Comércio, Paulo Ferreira, da Indústria, João Vasconcelos, do Turismo, Ana Mendes Godinho, e da Energia, Jorge Seguro, reuniram-se hoje com o presidente da CIP, António Saraiva, na sede da Confederação Empresarial de Portugal, em Lisboa.

JS// ATR

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