A abertura da embaixada deverá ocorrer em outubro e a escolha de Pedro Pessoa e Costa, ex-administrador da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) foi justifica pela fonte oficial por ser "grande conhecedor das matérias relacionadas com diplomacia económica".

Com a abertura de uma embaixada no Panamá, Portugal pretende assim reforçar a sua presença político-diplomática e empresarial na América Central. O Panamá tem registado um forte crescimento económico na última década, com oportunidades de negócios que têm suscitado o interesse das empresas portuguesas, algumas delas já estabelecidas na Cidade do Panamá.

Segundo fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), ao abrir-se a embaixada pretende-se "um reforço na cooperação económico-empresarial entre os dois países em áreas tão distintas como infraestruturas e obras públicas, Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), Transportes e Logística, indústria Farmacêutica, Arquitetura, Energia ou Agroalimentar".

A aguardada abertura do novo Canal do Panamá, em cujas obras de modernização e alargamento participam empresas portuguesas, também tem suscitado o interesse dos portos de Lisboa e Sines, e quando Portugal pretende assumir um crescente protagonismo como plataforma de comércio internacional.

No Panamá residem atualmente cerca de 400 portuguesas e os interesses de Portugal no país eram até agora assegurados pelo Consulado português na Cidade do Panamá, dependente da secção consular da embaixada de Portugal em Bogotá, capital da Colômbia.

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