"A situação é complicada, mas não é catastrófica. A ilha está a funcionar", disse o governante no âmbito da conferência de imprensa para efetuar o balanço da situação dos fogos na ilha, a propósito das consequências dos fogos no principal setor de atividade regional, o turismo.

Miguel Albuquerque destacou que a "situação está normal na principal zona hoteleira da cidade" e que os fogos afetaram três hotéis, entre os quais o Choupana Hills, na freguesia de Santa Maria Maior, que ficou "parcialmente destruído.

"Queremos o mais rapidamente possível voltar à situação de normalidade" declarou o chefe do executivo madeirense, anunciando que na reunião de emergência que o governo vai realizar ao início da tarde (12:00) será delineada uma "estratégia para a reposição rápida da normalidade, que passa por criar condições de normalidade e imagem de normalidade da Madeira".

Segundo o líder insular existem "situações graves", mas, no seu entender, não pode ser criada "uma situação de culto do alarmismo, visto que a Madeira é uma terra turística e é necessário manter alguma serenidade".

"Estamos a dar o apoio aos turistas", realçou, mencionando aqueles que foram afetados pela situação na zona alta de Santa Maria Maior foram realojados, enquanto os que foram retirados da unidade na zona histórica de São Pedro "já estão a regressar".

Albuquerque atestou que as autoridades regionais estão a fazer todos os esforços para proporcionar a estes visitantes "dentro dos constrangimentos uma estadia confortável".

Na reunião do executivo madeirense, será tomada "um conjunto de providência no sentido de avançar com uma perspetiva de reconstrução, reposição dos danos e reforço da promoção turística", afirmou.

O presidente do Governo também referiu que um suspeito de fogo posto, detido pela Polícia Judiciária na zona de S. Roque, ficou em prisão preventiva.

Miguel Albuquerque anunciou existir um outro caso de duas pessoas que foram detidas em flagrante delito, tendo uma fonte da PJ confirmado à Lusa que foram identificadas numa operação desenvolvida pela Polícia de Segurança Pública, no concelho da Calheta.

A Madeira foi assolada por vários incêndios desde segunda-feira que provocaram três mortos no Funchal, centenas de desalojados, dezenas de casas destruídas e avultados danos materiais.

AMB // SB

Lusa/fim

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