No debate do "Estado da Nação", que decorre esta tarde no parlamento, António Costa respondia a uma interpelação do deputado do BE Moisés Ferreira sobre a CGD, na qual os bloquistas defenderam que o banco público seja "colocado ao serviço do interesse público e não refém de outros interesses, sejam eles partidários ou de outros grupos económicos" e insistiu na necessidade de ser conhecido "o montante de recapitalização necessário".

"A Caixa Geral de Depósitos tem que ser um banco 100% público e continuar a ser o grande pilar de estabilidade do nosso sistema financeiro. É nesse sentido que estamos a construir uma administração sólida, que está neste momento a ser apreciada pelas entidades de supervisão para a poder validar", disse o primeiro-ministro, na resposta.

O primeiro-ministro sublinhou ainda que está a ser concluída "a discussão, na União Europeia, relativamente ao plano de negócios quer na vertente de recapitalização quer na vertente de reestruturação", versão final que quando estiver concluída "será devidamente apresentada".

O deputado do BE tinha também insistido na necessidade de que "efetivamente avance a auditoria à CGD" e que "é preciso falar claro para os trabalhadores, garantindo que não haverá despedimentos" no banco público.

Anteriormente, numa intervenção pela bancada do CDS-PP, o líder da bancada centrista, Nuno Magalhães, considerou que António Costa o que fez em sete meses "foi destruir", assegurando que Portugal contará sempre com o CDS-PP contra as sanções.

"Eu não julgo o patriotismo de ninguém, mas não aceito que julguem o nosso", disse Nuno Magalhães, em resposta.

Na réplica, o chefe do executivo deixou um conselho ao centrista: "recomendo-lhe que não tome como suas as dores do PSD porque eles são suficientemente grandinhos para ter as suas dores próprias e não se preocupe com eles. Vá-se libertando dessa companhia que faz bem".

"Quem baixou impostos foi esta maioria, quem subiu impostos foi a sua maioria. É muito simples", atirou ainda o primeiro-ministro.

JF // ZO

Lusa/fim

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