"Devido a um ataque DDoS, alguns clientes Belnet estão a experienciar problemas de conexão. As nossas equipas estão a trabalhar arduamente para mitigar os ataques e para restaurar a conexão", lê-se num comunicado da Belnet.

O ciberataque em questão, que tomou a forma de um ataque DDoS -- que tem como objetivo fazer com que os portais internet de um determinado servidor se tornem indisponíveis --, terá ocorrido por volta das 12:00 locais (11:00 de Lisboa) e, segundo uma porta-voz da rede, "afetou todos os clientes de uma maneira ou de outra".

Segundo o jornal belga La Libre Belgique, cerca de 200 entidades foram visadas e ficaram com um acesso "muito limitado, ou mesmo inexistente" à internet.

Cinco horas depois do início do ciberataque, por volta das 17:00 locais (16:00 de Lisboa), a Belnet informava que este "continuava em curso" e que "ocorria em vagas sucessivas", estando os serviços informáticos da empresa a "monitorizar a rede para conter quaisquer novas tentativas".

Devido ao ciberataque, o parlamento da Federação da Valónia-Bruxelas teve de suspender algumas sessões das suas comissões, já que muitos dos seus deputados estavam a participar nos debates por videoconferência e perderam a conexão.

Segundo uma porta-voz da Belnet, citada pela agência de notícias Belga, a origem do ciberataque ainda é desconhecida, estando os serviços informáticos da rede a "trabalhar arduamente" para conseguir desvendá-la.

"Não é evidente porque trata-se de um ciberataque de grande envergadura, que visa o conjunto da rede Belnet. Com um ataque DDoS, uma entidade terceira envia uma quantidade gigantesca de dados aos servidores, até que estes fiquem saturados", referiu Davina Luyten.

A porta-voz adiantou ainda que ataques DDoS à Belnet costumam "acontecer com regularidade", mas o que ocorreu hoje é de uma "escala tão grande que ultrapassa completamente" a capacidade da Belnet.

Interrogada pela agência de notícias belga relativamente a quando é que se pode esperar que os serviços voltem a operar normalmente, a porta-voz afirmou que é "difícil prever".

"Muitas vezes, quando tomamos medidas do nosso lado, os que estão por detrás do ataque também adaptam as suas estratégias", apontou.

TEIA // PMC

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