"Devido à ameaça à saúde causada pelo inegável aumento da covid-19, o Governo decreta o estado de emergência durante 30 dias a partir da meia-noite de 26 de novembro", anunciou o primeiro-ministro checo, Andrej Babis, numa conferência de imprensa transmitida pelas televisões.

"O país encontra-se num grau de perigo que requer um maior grau de segurança", argumentou Babis para justificar o estado de emergência, medida que já esteve em vigor no território checo em março de 2020 e, depois, entre 05 de outubro desse ano e 11 de abril de 2021.

A República Checa tem a segunda maior incidência do mundo de infeções, com uma taxa acumulada na última semana de 1.137 casos por 100.000 habitantes, só atrás da Eslováquia, com 1.295, segundo o observatório britânico Our World in Data.

Entre as novas restrições que entram em vigor na sexta-feira no país, estão a redução dos horários de funcionamento de restaurantes, bares e discotecas, que permanecerão fechados entre as 22:00 e as 05:00.

Proíbem-se igualmente os mercados de Natal e o consumo de álcool ao ar livre, bem como os serviços de restauração em centros comerciais.

As atividades coletivas de tempos livres serão possíveis para um máximo de 100 pessoas, quando até agora se permitiam 1.000 participantes.

Esse limite é agora imposto em cinemas e teatros, bem como em eventos desportivos e culturais cuja capacidade não era, até agora, limitada.

O novo parlamento checo, que acaba de ser constituído, após as eleições legislativas de outubro e no qual o partido de Babis passou para a oposição, tem capacidade para anular o decreto do Governo cessante.

A covid-19 causou pelo menos 5.173.915 mortes em todo o mundo, de entre mais de 258,92 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência noticiosa France-Presse (AFP), com base em dados oficiais.

Em Portugal, morreram, desde março de 2020, 18.385 pessoas e foram contabilizados 1.133.241 casos de infeção, de acordo com dados da Direção-Geral da Saúde (DGS).

A doença é causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

ANC // SCA

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