O desempenho resulta "da produção alcançada e de uma gestão assente em critérios de racionalização e eficiência, além de uma gestão adequada do risco", justifica o presidente do Conselho de Administração, Boavida Muhambe.

A empresa registou ainda um resultado operacional de 11.835 milhões de meticais (160 milhões de euros) contra os 9.988 milhões de meticais (135 milhões de euros) de 2019, representando um crescimento na ordem dos 18,5%.

Ainda segundo as contas de 2020, a HCB entregou 1.697 milhões de meticais de dividendos aos acionistas, uma distribuição "desta vez estendida aos mais de 17 mil novos que se juntaram à estrutura acionista" após a Oferta Pública de Venda (OPV) realizada em 2019.

Situada no rio Zambeze, na província de Tete, centro de Moçambique, a barragem de Cahora Bassa abastece a África do Sul e o sul de Moçambique com uma produção anual que em 2020 chegou a 15.350 gigawatt-hora (GWh), 4,7% superior a 2019.

A empresa tem em curso um plano de modernização que prevê investimentos na barragem, central de geração, subestações do Songo e de Matambo e nas linhas de transporte de energia, visando aumentar a fiabilidade técnica e operacional.

De acordo com o último boletim, o Estado moçambicano detém 85% das ações da HCB, 7,5% pertencem à Redes Energéticas Nacionais (REN) portuguesa e 4% são de investidores nacionais sendo os remanescentes 3,5% detidos pela HCB (ações próprias).

LFO // VM

Lusa/Fim

 

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